Ô MEU é o apelido dele. Desse jeito mesmo, com chapeuzinho no “O” e separado, imitando o sotaque paulista que tanto os cariocas gostam de fazer.
Ô MEU é carioca de nascimento e paulista de coração. O apelido pegou de tanto ele chamar as pessoas desse jeito - “ô meu...”
Ô MEU é um sujeito de bom papo, sendo um grande freqüentador de boteco, tem muitos amigos.
Se a conversa for de política ele manja, de futebol também, em velório faz a festa, casamento, só no salão, se deixar ir à igreja reza a missa no lugar do padre.
Aonde ele chega faz amizade rápido. Lembro que um amigo em comum ficou hospitalizado durante uma semana e Ô MEU foi visitá-lo todos os dias.
Numa dessas visitas o acompanhamos e, na hora de ir embora, Ô MEU fez a gente parar em alguns botecos próximo ao hospital e não é que conhecia quase todos os freqüentadores, sem falar que já tinha conta em todos eles.
Pois é, esse é o Ô MEU, só tem um defeito, quando começa a beber na sabe parar.
Uma vez ou outra sua mulher liga para seus amigos, preocupada, pois sendo de madrugada ainda não chegou em casa.
Uma de essas vezes sairmos à procura do mesmo, nos dividimos em duplas para facilitar a busca, até que alguém ligou no celular avisando da sua localização. Dirigimo-nos ao local, as cinco da matina e Ô MEU ainda mamado.
Várias vezes tentamos convencê-lo a entrar no carro, mas dizia, com a língua ainda presa, que só iria junto com seu amigo Magrão, que o tinha escutado a noite toda.
Dizia que esse seu novo amigo não falava, mas era um grande ouvinte, portanto, só iria embora se levasse o Magrão também.
Foi aí que alguém gritou:
- Ô MEU, larga esse poste e vamos embora!
Com muito custo, conseguimos levá-lo para casa.
Uma vez ou outra, ao passarmos perto daquele poste, alguém sempre pergunta:
- E aí Ô MEU, você não vai cumprimentar seu amigo Magrão?
quarta-feira, 17 de março de 2010
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