quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O Chefe

O Chefe estava percebendo que os patos daquele determinado Parque estavam sumindo dos lagos. Imaginou que os culpados poderiam ser a galera do alojamento, e deu um aviso expresso:
- Quem for pego praticando o ato será punido de acordo com o rigor da lei!
Sexta feira a tarde, quando todos estavam preparados para irem embora, foram avisados que deveriam trabalhar até o meio dia do sábados.
Chateados, saíram para os botecos da região. Só tinham dinheiro para alguma água-que-gato-não-bebe.
As 5 da matina voltavam para o alojamento com uma baita fome e, ao passarem pelo lago já agarraram um pato e o degolaram.
Logo em seguida perceberam que o carro do chefe estava no estacionamento e eles com aquele pato escorrendo sangue.
Correram para os barracos, arrumaram uma corda, amarraram os pés do pato, jogaram a corda para cima de um galho de uma árvore e puxaram o palmípede.
Quase não deu tempo, pois o chefe, que já havia visto o rastro do sangue, veio para cima da peãozada.
Enfileirou-os lateralmente e começou a berrar, sendo que cada vez que gritava, o seu rosto ficava mais manchado de vermelho, e todos olhavam e abaixavam a cabeça com um sorriso que não dava para disfarçar.
Não deu outra, todos foram punidos. Também pudera, o chefe tinha que ficar bem debaixo do sangue que estava escorrendo do pato.

E. Depetri
E-mail:depetri.depetri.edson@gmail.com

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